Preservativos contrafeitos de marca à venda em Portugal


A autoridade que regula o setor do medicamento, o Infarmed, alertou, esta terça-feira, para a existência de preservativos contrafeitos de uma marca e modelos comercializados em Portugal.

Preservativos contrafeitos de marca à venda em Portugal

Numa circular informativa, o Infarmed informa que "a autoridade competente da Polónia detetou a existência de preservativos da marca Durex contrafeitos".

Em causa estão lotes dos modelos Durex, Durex Extra Safe, Durex Classic e Durex Pleasuremax.

Em Portugal são vendidos os modelos Durex Extra Safe e Durex Pleasuremax, os quais são comercializados com as designações Durex Extra Seguro e Durex Dame Placer, respetivamente.

O Infarmed refere que em Portugal ainda não foram identificados preservativos da marca Durex contrafeitos.

"Atendendo a que existe livre circulação de produtos no espaço económico europeu, o Infarmed recomenda a quem possua este tipo de dispositivo médico que atente à presente informação", prossegue a circular.


fonte. jn 20.01.2015

Sexo Ecológico prestes a virar tendência


MUNDO
Sexo ecológico prestes a virar tendência

Todos os anos surgem novas tendências, seja de moda, de alimentação ou de atividades dos tempos livres. Mas e se lhe dissermos que também o sexo é acompanhado por tendências e que a próxima passa pelo sexo ecológico?

Chama-se sexo ecológico e poderá tornar-se na grande tendência deste ano no que a relações sexuais diz respeito.

O apontamento é do El País que enumera uma lista das tendências que acredita virem a tornar-se na grande moda de 2015.

Assim, começamos pelo sexo ecológico. De que se trata afinal? De acordo com aquela publicação, esta forma de fazer amor é sustentada, tal como o nome indica, em ações ecológicas que passam por um banho a dois (para poupar água) ou por dispensar a eletricidade e usar as velas (para poupar energia).

Mas não só. O sexo ecológico está já a chegar a outros níveis. A título de exemplo, na Alemanha existe uma sexshop que vende vibradores a energia solar, lubrificantes ecológicos e até chicotes feitos a partir de pneus de bicicletas, ao invés do tradicional couro.

O Diário de Notícias pediu a opinião da sexóloga portuguesa Marta Crawford e esta foi perentória: “O mais ecológico que há é não recorrer a qualquer adereço, fazer tudo de forma mais natural possível”.

Além do sexo ecológico, o El País considera que os ‘flirtmojis’ e os retiros sexuais vão também marcar o ano que agora começou.

Os primeiros são um update dos já conhecidos emoticons utilizados nas mensagens escritas que incluem imagens de algemas, bonecas insufláveis e todo um conjunto de outras imagens eróticas.

O segundo, o retiro sexual, pretende ser uma forma de ajudar as mulheres a recuperarem a sua autoconfiança e a sua sensualidade através de massagens, acupuntura ou terapia sexual.

Resta agora esperar que o ano termine para saber se alguma destas modas pegou.
fonte: noticiasaominuto 13.01.2015

Novos casos de infeção e mortes por VIH diminuíram de 2012 para 2013

Segundo relatório da Direção-Geral da Saúde, em 2013 houve diminuição de 13,7% no número de novos casos de Sida, em comparação com 2012.

O número de novos casos de VIH e de Sida diminuíram acentuadamente em 2013, em relação a 2012, assim como o número de mortes associadas à infeção, revela o relatório "Portugal -- Infeção VIH, SIDA e Tuberculose", hoje apresentado.
Fotografia © D.R.

Segundo o documento da Direção-Geral da Saúde, em 2013, por comparação com o ano anterior, verificou-se um "decréscimo acentuado" de 13,7% no número de novos casos de infeção por VIH, de 21,2% no número de novos casos de Sida, e de 8,6% no número de óbitos associados à infeção por VIH.

A transmissão mãe-filho ocorreu apenas em dois dos 197 recém-nascidos de mães infetadas por VIH, acrescenta o relatório.

O meio de transmissão da infeção mais frequente foram as relações sexuais, sendo a transmissão entre homens a única que aumentou, ao passo que a transmissão entre toxicodependentes continua a diminuir.

"A transmissão da infeção através de relações sexuais correspondeu a mais de 90% do total de casos notificados em 2013, sendo a transmissão em Homens que têm Sexo com Homens (HSH) a única que aumentou nos últimos 10 anos", revela o relatório.

Ao invés, a transmissão em Utilizadores de Drogas Injetáveis (UDI) acentuou a tendência de decréscimo anterior, tendo sido inferior a 7% do total de casos notificados.

Quanto à distribuição geográfica dos novos casos, ocorreram de forma desigual ao longo do país, com a maioria dos casos concentrados na região de Lisboa, mantendo uma tendência já verificada em anos anteriores.

As regiões da Grande Lisboa e da Península de Setúbal concentraram mais de 55% do total de casos notificados e o concelho de Lisboa apresentou uma taxa de incidência de novos casos de infeção por VIH mais de três vezes superior à média nacional (13.6/100.000 habitantes).

"Aliás, é nos grandes centros urbanos que se verificaram as taxas de incidência de novos casos mais elevadas: além de Lisboa, Porto, Loures, Amadora, Setúbal, Sintra, Oeiras, Faro", sublinha o relatório.

Entre as recomendações preconizadas pela DGS, está o reforço do diagnóstico precoce, designadamente através da sua generalização à população, através dos cuidados de saúde primários.

O Programa Nacional para o VIH/Sida recomenda também que se promovam novas abordagens de prevenção, diagnóstico e tratamento, de forma a dar resposta mais rápida e eficaz à infeção por VIH.

Para fazer face à concentração de casos nos grandes centros urbanos, é recomendada a definição de uma estratégia de atuação que envolva os diferentes parceiros, nomeadamente as estruturas da saúde, autárquicas e da comunidade, dirigida ao controlo da infeção VIH e da tuberculose.

AL // MAG

Estudo: Beijos na Boca fortalecem Imunidade

Ser beijoqueiro pode ser benéfico para o seu sistema imunitário. Um beijo de 10 segundos é o suficiente para transmitir, de boca para boca, cerca de 80 milhões de bactérias e, apesar de a ideia não parecer, à primeira vista, a mais higiénica, a verdade é que esta "troca" pode fortalecer a saúde.

A conclusão é de um grupo de cientistas holandeses, que decidiu estudar o impacto dos beijos na microbiologia da boca. De acordo com os investigadores do museu Micropia, de Amesterdão, e da TNO - Organização Holandesa para Investigação Científica Aplicada, as mais de 700 variedades de bactérias existentes na cavidade oral são influenciadas não apenas pela dieta, pela genética e pela idade mas também... por quem beijamos.

A equipa responsável pelo estudo analisou 21 casais, pedindo-lhes que preenchessem questionários acerca dos seus hábitos a este nível, particularmente em relação à média de vezes que trocam, diariamente, os chamados "beijos à francesa" - ou seja, com língua - e promovendo, também, uma experiência de controlo das bactérias "transferidas" em cada beijo. 

Além disso, os cientistas recolheram amostras de saliva para estudo da microbiologia da boca e da língua de cada participante. No âmbito dos testes realizados, acabaram por concluir que a composição microbiológica da saliva dos elementos de um casal tende a ser mais semelhante quanto maior é o número de beijos trocados, especialmente se forem mais de nove por dia. 

"Os beijos íntimos, com língua e troca de saliva, parecem ser um gesto de sedução exclusivo dos humanos e que é comum em mais de 90% das culturas conhecidas", explicou Remco Kort, investigador do departamento de microbiologia da TNO, em comunicado. 

"O que é interessante é que estes beijos têm um papel importante na composição microbiológica da cavidade oral, embora, segundo sabemos, os efeitos exatos nunca tenham sido estudados", acrescentou Kort, esclarecendo que a equipa queria compreender até que ponto esta composição é partilhada pelos casais e veio mesmo a constatar que, quanto mais beijos, mais semelhanças.

Para chegar a estas conclusões e calcular o número médio de bactérias transferido por beijo, os investigadores basearam-se numa série de deduções associadas à superfície de contacto do beijo e ao valor médio do volume de saliva. 

Investigação sugere que vale a pena beijar mais

A propósito do estudo, dado a conhecer esta semana, Alison Morris, professora de medicina da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, que não participou na investigação, aproveitou para chamar a atenção de um grande benefício associado aos beijos.

"As bactérias ajudam a regular muitos processos corporais", disse a investigadora. "Além disso, ajudam a dar forma ao sistema imunitário, pela que a exposição às bactérias de outras pessoas pode ajudar a imunidade. Este estudo deve dar-nos mais vontade de beijar", concluiu. 

in boasnoticias 17.11.2014

Consulta de Sexologia

Estudo mostra que sémen prejudica eficácia de microbicidas anti-HIV

O sémen parece interferir em gel microbicida usados para evitar a infecção por HIV, o que possivelmente explica porque funcionam em laboratório, mas não em situações da vida real, afirmaram cientistas nesta quarta-feira.
Fragmentos de proteínas, encontrados no sémen, dificultam o trabalho de microbicidas aplicados na vagina, destacou a pesquisa publicada na revista Science Translational Medicine.

Conhecidas como fibrilas amiloides, estas partículas no sémen "atuam como uma cola, prendendo partículas de HIV na superfície da célula, estimulando a infectividade viral", destacou o estudo, conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e da Universidade de Ulm, na Alemanha.

"Este efeito subjuga a atividade anti-HIV dos microbicidas", continuou.

Estes microbicidas foram desenvolvidos originalmente como uma forma de habilitar as mulheres da África subsaariana a se proteger, devido à dificuldade que podem encontrar para negociar o uso de preservativos com seus parceiros.

"No entanto, a primeira geração de microbicidas foi amplamente ineficaz ou, pior, alguns inclusive levaram a um aumento da transmissão do vírus", disse o autor principal do estudo, Warner Greene, diretor do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia.

A co-autora do estudo, Nadia Roan, do Departamento de Urologia da Universidade de San Francisco, na Califórnia, afirmou que as últimas pesquisas se baseiam em estudos anteriores.

"Nós demonstramos anteriormente que o sémen intensifica a infecção pelo HIV, mas esta foi a primeira vez que demonstramos que esta capacidade reduz claramente a eficácia antiviral dos microbicidas", concluiu.

O efeito foi o mesmo em todos os microbicidas testados no estudo, exceto o Maraviroc, que é avaliado para uso como microbicida e atualmente é utilizado como um tratamento para HIV/Aids.

Este medicamento age de forma diferente à dos microbicidas que atacam o HIV. Ao contrário destes, ele se liga a um co-receptor de células hospedeiras para impedir que o vírus entre na célula.

"Os resultados indicam que o Maraviroc é um promissor candidato a microbicida e sugerem que futuros microbicidas devem ser testados 'in vitro' na presença de sémen", destacou o estudo. Fonte: http://www.em.com.br/ 12.11.2014